domingo, 24 de fevereiro de 2008



A formiga trabalha, eu trabalho e você trabalha. A formiga carrega, eu carrego e você carrega. A formiga caminha, eu caminho e você caminha. A formiga sabe o rumo, eu ainda nem imagino o meu e talvez você saiba o seu, ou não. As vezes ainda me impressiono com a capacidade humana de reproduzir imagens tão significativas. Eis aqui mais uma. Assim como o propósito deste blog em seu início, mais uma vez, comprovadamente vale o ponto de vista. O que você vê nesta imagem? Se eu tivesse leitores, talvez eu recebesse as mais variadas respostas e tão certo quanto dois mais dois são quatro, eu receberia mais do que respostas. Talvez, receberia os mais diversos comentários e tenho a plena certeza de que absolutamente nenhum seria igual ao outro, por mais semelhantes que possam ser algumas porções deles. Há exatos nove meses e dois dias eu iniciei este blog falando sobre ponto de vista (conforme pode ser conferido lá no fim da página), me valendo de uma fotografia que, assim como esta, não sou o autor. Mas tenho a plena certeza de que quem as tirou, se sentiria, no mínimo, agraciado com textos questionadores e pelo meu ponto de vista, reflexivos. Para a minha sorte, as pessoas as quais me cederam tais imagens são inegavelmente valorosas e de pontos de vista muito apurados. Voltando ao texto, eu ia dizendo que a exatos nove meses e dois dias eu publiquei as primeiras linhas deste blog falando sobre o olhar humano captando imagens e notadamente trazendo a reflexão sobre a vida, que muitas vezes é chamada de vida de cão, que também é vivida num planeta em que muitas vezes é chamado de mundo cão. Cachorradas à parte, hoje, depois algum tempo, o animal em questão é outro e também rende muita analogia entre nós humanos. Até porque nós humanos, que muitas vezes dizemos que levamos uma vida de cão, dizemos isso pois achamos que trabalhamos em demasia, assim como a formiguinha em questão. Porém, o questionamento que surge aqui entre os meus singelos miolos residentes na dita massa cinzenta, ou encefálica, é: - Até quando a satisfação ou a insatisfação humana permitirá que as formigas nos dêem lições dia após dia, simplesmente mostrando que o trabalho não enobrece ninguém e nem dignifica o homem? Muitos de nós trabalham satisfeitos. Muitos de nós trabalham insatisfeitos. Muitos de nós nem trabalham. E muitos de nós pensam que trabalham. Me sirvo do exemplo da formiga, pois entendo que trabalhar é algo tão natural, mas tão natural, que deveria ser banido do mapa qualquer tipo de questionamento a respeito do assunto. Realmente, eu gostaria de ter leitores. Para que eu não tivesse o trabalho de ter que responder a mim mesmo. Viram? É natural também a vontade de "economizar" energia quando o assunto é trabalho! Sou um provocador. Na verdade, se cometi alguma incoerência nos parágrafos acima é porque ainda tenho que trabalhar muito para melhorar a minha capacidade intelectual e dissertativa. Talvez por isso eu não tenha ainda tais leitores (risos). Mas o objetivo foi alcançado. Quase cinco da manhã e eu aqui trabalhando estas linhas para que talvez meia dúzia de "gatos pingados" as leiam. Mas estou muitíssimo satisfeito por ter adicionado mais uma reflexão vinculada à uma imagem tão inquietante que a mim chegou através de uma foto. E como eu disse no primeiro de todos os textos, a imagem fotográfica é o "olhar" humano registrando momentos únicos naquela fração de segundos. A formiga não trabalha por um mundo melhor pois a formiga trabalha sem questionar o mundo que habita. Eu tento trabalhar por um mundo melhor quando questiono o mundo que habito. Quanto a você, eu não posso nem imaginar o que pensa do mundo. Mas faço mais uma vez o convite para que trabalhemos juntos para tornarmos este planeta, em que habitamos juntos, uma morada de melhores condições em que vivemos hoje. Pois os cães, as formigas e as demais formas de vida estão por aí afora, nos "esfregando" na cara a harmonia de viver com naturalidade. Mas nós, os “serezinhos” humanos tão indecifráveis e não tanto inquestionáveis quanto à vida, estamos devendo ao planeta. Precisamos trabalhar. Around the world.

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